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BCAA, Creatina e produção Fisiológica de insulina

Suplementos, enriquecer a dieta, anabolismo, prevenir o catabolismo

A insulina tem uma enorme importância no desenvolvimento da massa magra e consequentemente na nossa saúde.

Os BCAA participam na produção de insulina, contudo esta ligação só é efectiva quando definimos bem o momento da toma dos BCAA.

Existe uma janela de oportunidade em que deve ocorrer a toma para potenciar o efeito. O momento mais favorável para tomar BCAA de modo a accionar a produção natural, Fisiológica de insulina é no pós treino ou até 2 horas depois do treino.

Ao tomarmos BCAA ao longo do dia, numa dieta rica em hidratos de carbono provocamos um aumento Fisiológico de insulina que permite a entrada dos hidratos de carbono mais rapidamente na musculatura.

Ao contrário se tivermos uma dieta restritiva em termos de hidratos de carbono, os BCAA não vão ser tão eficientes.

Há quem tome insulina mesmo não precisando dela, contudo este procedimento comporta enormes riscos. A insulina é de facto a hormona produzida no corpo humano com mais potencial anabólico, visto que é 100% anabólica. Provavelmente é esta questão que leva algumas pessoas a correr o risco de tomar insulina. Ao tomar insulina não vão ganhar tecido muscular, vão ganhar volume por causa da água intracelular.

A célula muscular tem uma forma específica, ela pode aumentar ou diminuir de tamanho, porém se a incharmos com água vai ficar deformada. Este processo tem como nome retenção intracelular. O músculo vai ficar pouco definido, não se percebem os contornos naturais do tecido, não se distinguem as fibras, mas há um aumento de volume.

A célula muscular tem aproximadamente 75% de água. Quando se está com um pouco mais de água pode haver até 80% a 85% de água. Se formos fazer uma medição vamos verificar um aumento de tecido muscular. Apesar disto, quando a célula volta ao tamanho normal, aos 75%, o atleta fica com um aspecto mais musculado do que quando tinha 80% a 85% porque apesar de ter perdido volume, o seu nível de definição é muito maior, visto que a célula muscular voltou a ter a sua forma normal.

Porque é que não devemos usar diuréticos?

Manter o tamanho da célula em equilíbrio é difícil. Os diuréticos vão complicar bastante este equilíbrio, visto que afectam a quantidade de sódio na célula e vão expulsar os hidratos de carbono. O equilibro osmótico da célula fica comprometido.

Aqui o equilíbrio desejável é manter uma toma adequada de BCAA e hidratos de carbono, visto que ambos vão manter os níveis saudáveis, fisiológicos de insulina. Ao não passarmos desse nível fisiológico estamos a agir com segurança. É fundamental, na opinião dos treinadores da Fiquemforma, respeitar a fisiologia e o funcionamento normal do nosso organismo, preservando a saúde e dispensar o uso de substâncias que trazem riscos indesejáveis.

Assim sendo, com os BCAA e os Hidratos de Carbono mantemos os picos fisiológicos de insulina e asseguramos a entrada dos hidratos de carbono na célula muscular.

Portanto, os BCAA são também um mecanismo natural, fisiológico para sustentarmos a produção natural de insulina, de modo a conseguirmos ir até ao máximo da nossa capacidade, preservando a nossa saúde.

CREATINA

A Creatina é efectivamente um ergogénico, ela é absolutamente decisiva nas últimas repetições no trabalho de força, o que é determinante para podermos elevar o limiar da falha mecânica o que será determinante para podermos usufruir da tal produção fisiológica da insulina em favor da produção de massa muscular no pós treino como explicamos em maior detalhe mais à frente, neste artigo.

A Creatina participa no transporte do átomo de fósforo.

O ATP é a molécula de excelência em termos energécticos, contudo para se processar essa libertação de energia tem de existir um transportador de fosforo. A Creatina assume esse fosforo. Quais são os passos antes de se dar a reacção?

Passo 1: ATP + Creatina;

Passo 2: Quebra do ATP;

Passo 3: A creatina fica com o fosforo;

Passo 4: Ficamos então com ADP de fosfato + creatina fosfato

Passo 5: A Creatina liberta de novo o fósforo para o ATP e conseguimos manter a contracção muscular.

A Creatina não percebe se estamos a fazer treino de resistência muscular, força ou um treino mais metabólico. Ela actua na fase do transporte do fósforo e por isso ela vai ser decisiva no trabalho que vá até à falha mecânica.

Quando movimentamos cargas vamos transitando nos tipos de energia utilizados, muito desse trabalho é anaeróbio aláctico, portanto usamos a Creatina para produzir esse trabalho.

Quando essa movimentação é rápida usamos a Creatina, ao prolongarmos a utilização da Creatina entramos no sistema anaeróbio láctico, quebramos o piruvato para fazermos lactato, por isso que é láctico.

Por fim existe a betaoxidação. Estas três fases decorrem simultaneamente como se competissem. A Creatina larga antes e termina antes. O sistema anaeróbio láctico termina um pouco depois e começa a funcionar principalmente um pouco depois da fase aláctica, mas também cessa porque se instala a fadiga.

A betoxidação é constante visto que é de longa duração.

A musculação, efectivamente, gasta energia (glicose) durante o treino, produz gliconeogénese libertando o glicogénio do músculo. A Creatina está sempre presente.

Os dois órgãos do corpo humano que têm quantidades de glicogénio relevantes são os Músculos e o Fígado, é aí que fazemos gliconeogénese.

Qual será o melhor momento para a absorção da Creatina?

É no pós-treino. Na fase de pós treino dá-se um aumento da disponibilidade da insulina e precisamente por isso a Creatina é transportada com maior facilidade.

Como sinalizamos o nosso corpo para produzir insulina?

Temos de consumir hidratos de carbono, visto que são eles que mais produzem insulina, mas a proteína vem logo a seguir e por fim as gorduras, não em quantidades tão grandes, mas também participa na produção de insulina.

A insulina é a hormona que nós produzimos mais anabolizante. Porquê? É a hormona que dá mais massa magra? Não. A insulina permite que o organismo se ajusta para que o corpo possa desenvolver a sua reserva.

A testosterona é anabolizante?

Sim é, mas no caso das células gordas a testosterona é catabólica. Nesse sentido, a testosterona não é 100% anabolizante.

Cortisol é 100 % anabolizante?

Não, não é porque aumenta a reserva em stock.

A insulina é a única que é 100% anabolizante.